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Tecnologia Mortal

Não estamos falando do T- 800, o androide da famosa franquia “O Exterminador do Futuro” de 1984 com o ator austríaco/estadunidense Arnold Schwarzenegger, 38° governador da Califórnia. Nem estamos falando também de Ultron, o robô fodão arqui-inimigo dos Vingadores, personagem criado por John Buscema e Roy Thomas, para Avengers # 54 de Julho de 1968.

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Junto com a internet veio às amadas companheiras nossas de cada dia, as redes sociais, e sem sombra de dúvidas divertem, informam ao mesmo tempo em que desinformam, pautam debates, casam e separam, são amadas e odiadas. As redes sociais transformaram pessoas com ou sem talento em milionários famosos, e podem destruir uma celebridade em horas, a internet não esquece.

Isso tudo porque essas ferramentas só demonstram nada mais que o caráter dos próprios usuários, pessoas racistas tendem a demonstrar ainda mais ódio tendo a aparente impunidade de quem está protegido pelo “anonimato”. Lembremos do caso da dona de casa Fabiane Maria de Jesus que aos 33 anos foi morta pelos vizinhos em Guarujá/ SP em 5 maio de 2014, acusada de sequestrar crianças para rituais, na ocasião 5 pessoas foram presas, é assustador como uma crença medieval, aliada à tecnologia massiva pode ser danosa.

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Vivemos atualmente nessa contradição, gente ignorante e de crenças medievais, utilizando tecnologia de ponta. É como Hitler ter um exército de T- 800s em 1938! Sim, a tecnologia se mal utilizada pode ser mortal de diversos modos, vejamos mais alguns.

Era mais um dia de jogatina “normal“ para o Taiwanês Rong-yu de 23 anos, que como um dos milhares de jogadores de LOL (League of Legends) se dirigiu a um cyber café para mais uma maratona, quando após várias horas ininterruptas na frente do computador caiu morto, o caso ocorrido em 1º de fevereiro de 2012 e divulgado pelo New Taipei e divulgado aqui pelo site Sky News viralizou, abrindo ampla discussão sobre o vício em jogos online e como essa rotina, envolvendo péssimos hábitos alimentares e ausência de exercícios físicos pode causar males a saúde de milhões de pessoas. Rong-yu não foi um caso isolado, talvez você conheça alguém que não tenha morrido literalmente, mas tenha morrido socialmente, e só exista agora como avatar.

Talvez você ache que nunca chegará a esse nível extremo do jovem Taiwanês acima citado, mas talvez você possa se identificar sentindo alguns dos sintomas a seguir de doenças ligadas a tecnologia.

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São muitas as doenças ligadas ao uso excessivo da internet, de cara podemos citar perda auditiva, problemas na coluna, LER (lesão por esforço repetitivo), insônia, problemas na visão, mas vamos nos deter em pelo menos dois bem curiosos ligados ao celular e às redes sociais. Em 2008 um artigo do respeitado periódico UK Post Office apontou ansiedade pela ausência do celular ou de bateria no aparelho, ansiedade semelhante à de um usuário na abstinência de crack, a NOMOFOBIA, a fobia por estar sem telefone, “no mobile“ se assemelhava a falta de crack, as pessoas simplesmente não conseguiam ficar sem o aparelho, e até o tratamento era bem similar, sendo necessária internação e até uso de remédios. Já o Dr. Larry Rosen, ex. Presidente do departamento de psicologia da Califórnia apontou que 70% das pessoas que usavam muito celulares apresentaram o que chamou de síndrome Idisorder, ou toque fantasma, ficar ouvindo o aparelho tocando, parece algo sem importância, mas revela uma lesão na psique que pode requerer cuidados.

E por último temos algo bem preocupante, a síndrome FOMO ou “fear of missing out“, numa tradução livre seria medo de estar perdendo algo. Em 2000 Dan Herman apontou, mas foi Andrew Przybylski junto com Patrick Mcginnis que aprofundaram o estudo. Nesses tempos de rede social a vida de todos parece perfeita, ao passo que todo mundo só tende a postar os momentos positivos de suas vidas, as pessoas se sentem fracassadas, pois suas vidas obviamente não são tão legais assim! A angústia é algo presente como nunca antes na vida de quem utiliza as redes sociais, quem nunca pensou em ter clones de si mesmo para não perder nenhum dos eventos que gostaria de desfrutar. Ninguém quer deixar de ir para o aniversário da fulana, mas ao mesmo tempo estar na festa do beltrano. O fim de semana traz tantas oportunidades como frustrações, pois fazer a escolha “certa“ traz uma angústia que afeta muita gente. Ninguém quer perder nada, mas como fará isso, já que é fisicamente impossível, afinal ninguém que eu conheça sabe fazer o jutsu clone das sombras de Naruto.

Nem falei ainda sobre o Bullying nas redes, que pode ser extremamente mortal, provavelmente vou tratar disso noutra oportunidade. Mas encerro falando que a tecnologia em si é uma ferramenta é necessário haver equilíbrio, o caminho do meio ainda é o melhor. Estar com amigos fora do ambiente virtual ainda traz muitas experiências positivas, somos essencialmente sociáveis, e isso libera importantes hormônios do bem estar, a sabedoria é sempre a melhor ferramenta.

Filosofo de bar, criador de lobos gigantes do além muralha e best friend do Zé Pilintra.

Max Castro

Filosofo de bar, criador de lobos gigantes do além muralha e best friend do Zé Pilintra.

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