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Crítica sobre filme “Ela”

Domingo a noite e aquela vontade de assistir um filme de arte interessante. Lembrei-me da indicação do filme “Her”(2013) do diretor Spike Jonzen e como protagonista o ator Joaquin Phoenix. Pensei com meus botões: “Se tem Joaquin Phoenix como protagonista, e cinéfilos me indicaram, não poderia ser ruim.” Aconcheguei-me com a minha namorada ao lado e começamos a ver esta obra incrível.

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O filme nos apresenta Theodore, um escritor de cartas numa empresa que terceiriza essa atividade tão humana entre parentes. O cenário é um futuro próximo numa Los Angeles que não tem características futuristas de filmes Sci-fi. Mas apresenta muitos prédios e um tom de fotografia lindo, parecendo estar sempre numa manhã de verão ou fim de tarde de outono.

Nesse contexto nosso protagonista introspecto e sensível não encontra animo e satisfação em muitas atividades. Ao surgir a oportunidade Theodore compra um sistema operacional com inteligência artificial que aprende por si mesma. Chamo de “mesma”, pois é quando surge Samantha (Voz de Scarlett Johanson) e vem a preencher o vazio que assolava o coração de Theodore.

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Nesta relação no mínimo distópica, Samantha e Theodore vivem, apresentam e nos emocionam com as características de ciúme, sexo, distância e a noção de pertencimento, tão presentes nas relações humanas. E por causa disso nos faz questionar o quão ético e aceitável é se apaixonar por uma personalidade artificial. E a paixão de Samantha, é realmente um sentimento genuíno ou apenas uma nova performance de sua programação para responder as necessidades de Theodore?

O filme nos surpreende com questões como essas e com surpresas neste trabalho que concorreu ao Oscar de roteiro original. Não por menos as atuações de Phoenix, como um homem recém-divorciado que se entrega ao amor de forma inovadora está excepcional, bem como a atuação somente pela voz de Scarlet Johanson está muito bem construída e verossímil. Portanto, não deixe de assistir legendado. Nota alta também vai para a linda trilha sonora.

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Outra boa reflexão nesta película é a questão futurista onde os seres humanos individualistas e melancólicos, com doses estratosféricas de carência e perversões recolhidas, não estão em conflito com as máquinas, mas são interdependentes e tornando estas últimas necessárias até para aproximar o ser humano de si mesmo.

Assim, levanto a necessidade de pensar sobre “transhumanismo afetivo”. Não, você não vai encontrar essa expressão no Google. Pois o diretor Spike Jonsen nos inquire a repensar a projeção que fazemos do amor e ver com um olhar tecnológico novas possibilidades de como nos relacionamos. Afinal, como disse uma personagem do filme: “a vida é curta, e todos merecemos um pouco de felicidade”.

CEO, Founder, Motoboy e auxiliar de serviços gerais no EagoraCast Podcast. Memezeiro, escritor, pai e amigo de um magote de fuleiro.

Jonnathan Freitas

CEO, Founder, Motoboy e auxiliar de serviços gerais no EagoraCast Podcast. Memezeiro, escritor, pai e amigo de um magote de fuleiro.

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