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Transhumanismo Afetivo

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Numa definição bem simplória do que é transhumanismo, podemos dizer que trata-se de uma filosofia onde o homem utiliza as amplas possibilidades da ciência e tecnologia para melhorar ou expandir suas capacidades físicas, intelectuais e psicológicas. Hollywood ilustra muito bem essa vertente da filosofia em diversos filmes, em que a cibernética, a biotecnologia, e a neurociência são utilizadas para que o homem possa suplantar a sua natureza humana, como Matrix, a franquia Robocop, O homem bicentenário, Alita, Capitão América da Marvel, bom, a lista é infinita.

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A verdade é que o termo transhumanismo é bem recente, com diversos colaboradores como Ronald Bailey, Julian Huxley e W.D Lighthall, proeminente filósofo canadense. Embora algo recente, popularizado nos anos 90, podemos dizer que de acordo com a doutrina transhumanista quando um homem poliu uma lente e a utilizou para melhorar sua visão, o transhumanismo estava em curso.

Mas e o que dizer de uma vertente muito curiosa e complexa do transhumanismo denominada transhumanismo afetivo?! Bom, para responder a essa pergunta, temos que voltar mesmo milhares de anos para rememorar que nossos antepassados se apegavam emocionalmente a amuletos e fetiches que consideravam itens mágicos e de poder, e que porO-Homem-Bicentenário-gif-300x138 Transhumanismo Afetivo terem pertencido a antepassados eram amados como tais, hoje esses objetos símbolos de apego são os celulares, PCs gamers e consoles. Essa afirmação pareceria exagerada e descabida, mas há exemplos como o do japonês Akihiko kondo, residente num subúrbio de Tókio e muito bem casado com Hatsune Miku, que na verdade é um holograma de uma popular personagem japonesa de anime! O professor Kondo então com 35 anos não pestanejou e decidiu reforçar seus laços afetivos numa cerimônia que consumiu US$ 18 mil, o equivalente a R$ 67.800. O caso foi amplamente divulgado nas agências de notícias no mundo todo, mas talvez o que tenha chocado a opinião pública tenha sido o valor monetário e não o sentimento do homem em si, dedicado a um amor que define amor platônico de uma maneira insuperável.

Como esquecer-nos da febre tamagotchi, os bichinhos virtuais que precisavam de amor e cuidados nos anos 90, e da febre das assistentes virtuais como a Siri. A verdade é que os seres humanos podem sim amar a coisas e lhes atribuir humanidade, num famoso vídeo postado há alguns dias pela “Boston Dynamics“ a companhia apresenta um robô sendo surrado e mal tratado, a reação do público é surpreendente, com ampla demonstração de simpatia para com uma máquina que não pode sentir dor (ainda). A humanidade pode ser surpreendente na sua demonstração destrutiva, mas também em demonstrar afeto.

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Até onde vai essa interação homem/máquina é uma completa incógnita, já chegamos a algo do tipo “HER“, filme de 2013, do gênero comédia dramática, ficção científica e romance, de Spike Jonzen e atuações brilhantes de Joaquin Phoenix, Amy Adams e Scarlett Johansson, dentre O-Homem-Bicentenário-gif-300x138 Transhumanismo Afetivooutros. Essa obra premiadíssima e genial só pode ter sido um sucesso em parte porque como amantes somos seres viscerais, e quem pode definir até onde pode ir o amor, mesmo que seja por um holograma? Com certeza ainda vão surgir várias outras perguntas de respostas nada simples, talvez muitas delas nem tenham uma resposta conclusiva, mas estarei a postos para colocá-las em pauta. Até a próxima.

Filosofo de bar, criador de lobos gigantes do além muralha e best friend do Zé Pilintra.

Max Castro

Filosofo de bar, criador de lobos gigantes do além muralha e best friend do Zé Pilintra.

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