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Vacinação – Não deixe de imunizar

 

Introduzida no Brasil desde 1804 a vacinação tem sido forte aliada no combate e erradicação de doenças. Chama a atenção que em pleno ano 2019 ainda existam movimentos que são contra a vacinação. Fato é que neste ano houve casos de sarampo, doença que já estava erradicada no país devido campanhas de vacinação, o que é muito preocupante. O EagoraCast tem a missão de informar nossos leitores sobre a importância de manter o calendário de vacinação em dia. Se liga aí, que é hora de falar de imunização!

No ano de 1973 foi criado o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, este programa tem 46 anos, o que transformou o Brasil no país com o maior número de vacinas ofertadas. Por meio do SUS são disponibilizadas mais de 300 milhões de doses de vacinas, atingindo a marca ao todo de 42 tipos de imunobiológicos e 25 vacinas. Na década de 1990 com o advento do Sistema Único de Saúde (SUS) que tem como um dos princípios a prevenção de doenças, as campanhas de multivacinação, o uso da caderneta de acompanhamento para crianças e adultos tem demonstrado efeitos positivos no que se refere à imunização. Em relação à erradicação o Brasil alcançou a poliomielite, varíola e a eliminação do vírus autóctone do sarampo desde 2000 e da rubéola em 2009. Salienta-se que 96% das vacinas são produzidas no país, que se destaca como grande produtor de vacinas e imunobiológicos.

Pode-se compreender o conceito de vacina através do texto extraído do Manual de Normas da Vacinação da Fundação Nacional da Saúde – FUNASA:

O processo imunológico pelo qual se desenvolve a proteção conferida pelas vacinas compreende o conjunto de mecanismos através dos quais o organismo humano reconhece uma substância como estranha, para, em seguida, metabolizá-la, neutralizá-la e/ou eliminá-la. A resposta imune* do organismo às vacinas depende basicamente de dois tipos de fatores: os inerentes às vacinas e os relacionados com o próprio organismo.           

Tais mecanismos de ação das vacinas mencionados na citação acima, são diferentes com variações nos componentes antigênicos que se apresentam WhatsApp-Image-2019-10-20-at-22.40.49-300x176 Vacinação - Não deixe de imunizarnas formas de suspensão de bactérias vivas atenuadas, como por exemplo, na vacina BCG. Suspensão de bactérias mortas utilizada na vacina contra coqueluche e febre tifoide. Na cápsula dos polissacarídeos meningococos dos grupos A e C há bactérias como componentes, a vacina contra difteria e tétano é constituída por toxinas obtidas em cultura de bactérias. As vacinas contra poliomielite, sarampo e febre amarela são formadas por vírus vivos atenuados. A vacina contra hepatite B, constituída pelo antígeno da superfície do vírus, ou seja, formado por frações de vírus.

São oferecidas no Brasil gratuitamente as principais vacinas para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Para todas as crianças: contra tuberculose, contra difteria, tétano, coqueluche e meningite causada por haemopilos (tetravalente), vacina contra hepatite B, vacina contra sarampo, rubéola e caxumba (tríplice viral), vacina oral contra poliomielite ou paralisia infantil (VOP) todas as crianças menores de 5 anos, a partir dos 2 meses de idade e vacina contra febre amarela para crianças a partir de 6 meses de idade em regiões endêmicas (onde há casos da doença em humanos). Para adolescentes: Vacina contra difteria e tétano (duplo adulto-dt), febre amarela (em regiões endêmicas). A vacina contra sarampo e rubéola, contra hepatite B devem ser aplicadas em todos os adolescentes até 19 anos que não foram vacinados quando crianças. Para homens: vacina contra difteria e tétano (duplo adulto-dt), febre amarela (regiões endêmicas), contra sarampo e rubéola (Dupla viral-sr) adultos homens até 39 anos (após essa idade, o risco de a pessoa pegar o sarampo é muito pequeno).

As vacinas para mulheres grávidas: vacina contra difteria, tétano (dupla adulto-dt). Para mulheres que não estejam grávidas: vacina contra sarampo e rubéola (dupla viral-sr) na idade entre 12 a 49 anos, vacina contra difteria e tétano (duplo adulto-dt) para todas as mulheres adultas e a vacina de febre amarela nas mesmas condições dos homens. Para idosos (60 anos) é ofertada a vacina contra gripe (influenza), vacina contra pneumonia (pneumococo) para idosos que vivem em instituições como hospitais e casas de repouso, vacina contra difteria e tétano duplo adulto. 

A partir do ano de 2010 foi introduzida a vacina pneumocócica 10 valentes e meningocócica C conjugada. No ano de 2012 a vacina penta (difteria, tétano, pertussis, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B) e a vacina inativada poliomielite (VIP). Já em 2013, o PNI ampliou a oferta da vacina hepatite B, de 29 para 49 anos de idade. Em 2014 foi incluída a vacina contra o vírus HPV. 

A seguir, o atual calendário de vacinação do Ministério da Saúde dividido em crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos com as vacinas recomendadas. Ressalta-se que as vacinas em atraso podem ser atualizadas:

 

CRIANÇAS

Idade  Vacina

Ao nascer      BCG e Hepatite B

2 meses          Pentavalente; Vacina Inativada Poliomielite; Pneumocócica e Rotavírus.

3 meses          Meningocócica C

4 meses          Pentavalente 2º dose; Vacina Inativada da Poliomielite 2º dose; Pneumocócica 2º dose e Rotavírus 2º dose

5 meses          Meningocócica C 2º dose

6 meses          Pentavalente 3º dose; Vacina Inativada da Poliomielite

9 meses          Febre amarela dose única

12 meses        Tríplice viral 1º dose; Pneumocócica 10 valente reforço; Meningocócica C reforço

15 meses        Difteria, Tétano e Coqueluche (DTP) 1º reforço; Vacina Oral Poliomielite (VOP); Hepatite A dose única; Tetra viral 1 dose.

4 anos            DTP 2º reforço, VOP 2º reforço; Varicela atenuada (varicela e catapora).

Fonte: Site do Ministério da Saúde, 2019

 

ADOLESCENTES

Idade  Vacina

9 a 14 anos (meninas)         HPV (papiloma vírus); 2 doses com intervalo de 6 meses.

11 a 14 anos (meninos)       HPV (papiloma vírus); 2 doses com intervalo de 6 meses.

10 a 19 anos Hepatite B  3 doses de acordo com a situação da vacina; Febre amarela 1 dose se nunca foi vacinado; Dupla adulto reforço a cada 10 anos; Triplice viral, Pneumocócica 23 valente indicada para grupos alvos.

Fonte: Site do Ministério da Saúde, 2019

 

ADULTOS

Idade  Vacinas

20 a 59 anos  Hepatite B (3 doses de acordo com a situação); Febre amarela (dose única); Tríplice Viral (se nunca vacinado); Duplo adulto reforço a cada 10 anos; Pneumocócica 23 Valente para grupos alvo;

20 a 29 anos  Tríplice viral se nunca vacinado 1 dose

Fonte: Site do Ministério da Saúde, 2019

 

IDOSOS – 60 ANOS OU MAIS

Vacinação contra gripe

Hepatite B 3 doses de acordo com a situação vacinal

Febre amarela dose única

Duplo adulto reforço a cada 10 anos

Pneumocócica 23 Valente, vacina indicada para grupo-alvo específico. Idosos que vivem acamados e / ou em instituições fechadas.

Fonte: Site do Ministério da Saúde, 2019

 

GESTANTES

Hepatite B 3 doses de acordo com a situação vacinal

Dupla adulto (DT)  3 doses  de acordo com a situação vacional

dTpa (Tríplice bacteriana acelular tipo adulto- uma dose a cada gestação a partir da 20ª semana de gestação ou no puerpério (até 45 dias após o parto.

Fonte: Site do Ministério da Saúde, 2019

 

WhatsApp-Image-2019-10-20-at-22.40.49-300x176 Vacinação - Não deixe de imunizarEm relação às gestantes ressalta-se que a vacina é essencial para prevenir doenças para si e para o bebê. As grávidas não podem tomar as mesmas vacinas que qualquer adulto por isso apresenta um esquema diferenciado de vacina. No que se refere à população indígena, essa, segue a mesma indicação nos demais com atenção à vacina contra febre amarela.

A imunização de pessoas com doenças crônicas, de grande complexidade que apresenta recomendações específicas é realizada nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais – CRIEs disponibilizado pelo Ministério da Saúde que atende parcela da população brasileira que por questões de saúde não tem condições de utilizar os benefícios que se encontram na rede pública.

Insistente social, militante de Direitos Humanos, amiga, feminista. Tentando o equilíbrio entre força e sensibilidade, por fora tranquila por dentro ninguém saberá.

Laicia Farias

Insistente social, militante de Direitos Humanos, amiga, feminista. Tentando o equilíbrio entre força e sensibilidade, por fora tranquila por dentro ninguém saberá.

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