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Como sobreviver aos repórteres pessoais de nossas vidas?

Uma época polêmica está chegando: festas de final de ano. Amadas e odiadas, as comemorações de natal e ano novo remetem ao término e início de ciclos, a confraternizações no ambiente familiar, trabalho, na vida social em geral. O que vou escrever não acontece só no final do ano, embora tais reuniões fosse cenários ideais. Como sobreviver aos repórteres das nossas vidas?

Nas minhas observações, leituras e experiências pessoais, a vida do outro sempre chamou a atenção da sociedade. Muitas vezes as pessoas se preocupam mais com o outro do que com a própria vida e infelizmente não é o tipo de preocupação positiva, de solidariedade, não, não. Curiosidade de querer saber e muitas vezes ter a vida desse indivíduo.

Vamos falar de fofoca e inveja. Fofoca e inveja são temas polêmicos. fofoca-300x158 Como sobreviver aos repórteres pessoais de nossas vidas?Ninguém assume que é invejoso e fofoqueiro, quando se fala no assunto remete-se ao fato de ser a vítima, a pessoa invejada e assunto da fofoca. De fato são adjetivos ruins, um tanto quanto tristes, mas verdade seja dita todos já foram, nem que seja um pouquinho, invejosos e fofoqueiros, mesmo inconscientemente.

A curiosidade pela a vida alheia é algo cultural no mundo. A grama do vizinho é sempre mais verde. A vida de alguém é usada como exemplo bom ou ruim. Quem nunca foi comparado com outros na família? Quem nunca ouviu algo parecido como “fulano foi morar fora do país e se deu bem, você deveria ir também”. Aos solteiros perguntam pelos parceiros, aos casais de namorados quando vão casar e aos casados quando vão ter filhos e assim sucessivamente.

É claro que perguntas como essas sempre serão feitas, servem para desenvolver uma conversa, mas como tudo nessa vida há limites para a curiosidade e a cobiça em relação à vida alheia. Somos seres humanos e esquecemos de nossa subjetividade. Daquilo que não é visto.

Quando se passa do limite a pessoa se torna chata, indiscreta e julgadora, não vive a própria vida. Vê problemas em tudo. Incomoda-se se o outro bebe, ri, canta, celebra, namora demais, porém se o outro se dá mal, este é o momento que o incomodado para de falar. Ele não ajuda, até ajuda sim a julgar e passar a informação pra todos.

No mundo de aparências tudo parece ser mais fácil. Cobiçar o que o outro tem sem ter a noção do que a pessoa passou para conseguir aquilo. Querer ter vida semelhante sem ter as mesmas condições, até mesmo não viver algo por causa das aparências, lembro-me de um rapaz que conheci um tempo atrás que não assumia um namoro com uma moça que ele gostava porque ela era gorda e as pessoas falariam. Tempos depois se arrependeu, mas era tarde demais. É um problema que repercute na própria vida.

fofoca-300x158 Como sobreviver aos repórteres pessoais de nossas vidas?

Agora como sobreviver aos repórteres? Responda as perguntas, mas entenda que uma vida satisfatória e com momentos felizes não depende dessa resposta. Cada ser é único, é universo. Talvez o caminho da “fórmula” é viver sua vida, fazer o que está determinado para seus objetivos dentro de suas possibilidades.

Viva por você e para aqueles que te amam de verdade e não se esqueça de algo primordial: RESPEITAR AS PESSOAS. Se for pra apontar o dedo, estenda a mão. Se for pra saber como a pessoa está que seja na intenção de socorrê-la. Quando você parar de querer agradar os outros, os padrões impostos pela sociedade, você não só sobreviverá aos repórteres como se divertirá respondendo os questionários.

Insistente social, militante de Direitos Humanos, amiga, feminista. Tentando o equilíbrio entre força e sensibilidade, por fora tranquila por dentro ninguém saberá.

Laicia Farias

Insistente social, militante de Direitos Humanos, amiga, feminista. Tentando o equilíbrio entre força e sensibilidade, por fora tranquila por dentro ninguém saberá.

Um comentário em “Como sobreviver aos repórteres pessoais de nossas vidas?

  • 12 de novembro de 2019 em 19:53
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    Amei, amei e amei.

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