fbpx

Novembro Azul e masculinidade tóxica

A masculinidade tóxica, tóxica para o próprio homem.

Há muito se fala de como vivemos em uma sociedade que em sua essência éhomemcommedo-200x300 Novembro Azul e masculinidade tóxica desigual na ótica da igualdade de gênero e como comportamentos machistas retrógrados persistentes influenciam o cotidiano da vida das pessoas atualmente. O homem que não chora e não fala dos sentimentos, que deve ganhar o maior salário da casa, o homem que não usa rosa, que abandona (o que eu chamo de o aborto pelo homem), o homem que não aceita o fim da relação, que é controlador; para além de todos os comportamentos destrutivos  que o homem tem para consigo e para com as pessoas em sua volta, parece também que este  é suicida no que diz respeito ao cuidado com sua saúde.

Qual a novidade aqui? Nenhuma, realmente. O homem não é conhecido como o gênero mais preocupado com a sua saúde, vamos confessar. Cigarro, sedentarismo, alimentação, ansiedade, consumo excessivo de álcool e outras coisas, são tantos aspectos que tomamos de forma inadequada e que prejudicam a nossa vida. Pois bem, temos agora que incluir na lista o preconceito, a vergonha e o medo como determinantes para um novo limitador da vida dos homens: o câncer de próstata.

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele. Embora seja uma doença comum, por medo ou por desconhecimento muitos homens preferem não conversar sobre esse assunto. As estimativas apontam 68.220 novos casos em 2018 e é a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil, com mais de 14 mil óbitos. A doença é confirmada após fazer a biópsia, que é indicada ao encontrar alguma alteração no exame de sangue (PSA) ou no toque retal, que somente são prescritos a partir da suspeita de um caso por um médico especialista.

homemcommedo-200x300 Novembro Azul e masculinidade tóxicaSejamos espertos. Não deixemos os resquícios de machismo tóxico nos envenenar. Homem que é homem cuida da sua saúde, por que além de tudo, entende como isso pode influenciar na vida da sua família e de tudo ao seu redor. Temos ainda muito a viver. E não é uma doença, que pode ser vencida com a informação e atitude, que vai nos impedir de sermos campeões.

Fonte: Diego Ribeiro Alves – Chefe de Operações do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) em Angola

Insistente social, militante de Direitos Humanos, amiga, feminista. Tentando o equilíbrio entre força e sensibilidade, por fora tranquila por dentro ninguém saberá.

Laicia Farias

Insistente social, militante de Direitos Humanos, amiga, feminista. Tentando o equilíbrio entre força e sensibilidade, por fora tranquila por dentro ninguém saberá.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *