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Nietzsche, Beatles, Lumière e Kojima

Você acorda bem cedo por algum motivo, com a mente clara e o coração tranquilo você resolve ouvir uma música enquanto a água do café esquenta. Você escolhe Beatles, na playlist toca Yesterday, nesse momento com uma aurora que tinge o céu com cores que jamais se repetirão o perfume do café entrando nos pulmões e um pássaro a lhe encarar pousando numa árvore próxima, tudo ao som de Yesterday.

Você pode então compreender o significado da famosa pintura de Michelangelo Buonarotti “A criação de Adão“, onde fica evidente a demonstração da “divindade” do homem, pois enquanto criado semelhante a deus também é deus, e ousa usar a mesma forma de tocar a seu criador como indicação de afirmação, ironicamente o deus criador de Adão tinha como criador um homem, Michelangelo.

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Quando os irmãos August Marie e Louis Lumière criaram o cinema, não poderiam imaginar o impacto disso no mundo, a chamada sétima arte tem a capacidade de reunir muitas metalinguagens de uma forma espantosa e eu queria citar que recentemente vi o filme Yesterday do diretor Danny Boyle com a história de Richard Curtis, que de forma fabulosa nos faz refletir como The Beatles é fabuloso. Já imaginaram a vida sem The Beatles?

Como diria Nietzsche “A vida sem a música seria um erro.” Claro que vou me esforçar pra não “espoelear” muito sobre esse filme maravilhoso, mas recomendo muito porque realmente vale a pena! Fiquei muitos dias pensando em como uma obra de arte pode significar tanto, o que me lembra de outro filme do diretor Peter Hewitt que conta a saga de três amigos que ao saberem que as obras de arte que amam vão para outro museu decidem rouba-las em “Um crime nada perfeito” de 2010.

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Sentimos algo parecido na obra Yesterday, vislumbramos como a arte pode ser arrebatadora, a arte por muitas vezes é a razão de alcançarmos a teofania. Para Nietzsche só havia dois tipos de pessoas, os ativos e os reativos, os ativos eram os potentes, e o artista o potente por definição.

Quando Hideo Kojima, criador dos jogos de Stealth e da aclamada saga “Solid Metal Gear” decidiu sair da Konami e prometeu criar um jogo com uma proposta inovadora, o mundo todo ficou aguardando o que o gênio iria apresentar, e Kojima não decepcionou e trouxe “Death Stranding”, um dos indicados ao jogo do ano de 2019, que como toda obra de arte causou as mais variadas sensações. Muitos odiaram, outros amaram, mas com certeza foi uma obra que não passou em branco. De forma semelhante me referi a um jogo como uma obra de arte, já viram a saga “God of War”?!

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Felizmente surgiram novas formas de se produzir arte, a tecnologia tem proporcionado múltiplas possibilidades, e tudo isso é bastante animador. Estou particularmente muito animado e como Aldous Huxley em seu livro Admirável Mundo Novo de 1932 diria: “…eu gosto dos inconvenientes…”a arte é o mais delicioso inconveniente e o mais encantador de todos. Nos deixa prazerosamente estupefatos como na cena de Yesterday em que Jack Malik interpretado por Himesh Petel interpreta a música “The Long Winding Road” dos Beatles, uma delícia!

Até a próxima e entrem em contato, estou esperando, foi um prazer estar com vocês e dividir um pouco de arte com todos.

Filosofo de bar, criador de lobos gigantes do além muralha e best friend do Zé Pilintra.

Max Castro

Filosofo de bar, criador de lobos gigantes do além muralha e best friend do Zé Pilintra.

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